Mostrando postagens com marcador MEIMEI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEIMEI. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de maio de 2012

MÃE


Um dia, a Mulher solitária e atormentada chegou ao Céu e, rojando-se, em lágrimas, diante do Eterno Pai, suplicou:

- Senhor, estou só! Compadece-te de mim.

Meu companheiro fatigado, cada dia, pede-me repouso e devo velar-lhe o sono! Quando triunfa no trabalho, absorve-se na atividade mais intensa e, muita vez distraído, afasta-se do lar, onde volta somente quando exausto, a fim de refazer-se. Se sofre, vem a mim, abatido buscando restauração e conforto...

Tu, que deste flores ao arvoredo e que abriste as carícias da fonte, no seio escuro e ressequido do solo, consagras-me, assim, ao isolamento? Reservaste a Terra inteira ao serviço do homem que se agita, livre e dominador, sobre montes e vales, e concedes a mim apenas o estreito recinto da casa, entre quatro paredes, para meditar e afligir-me sem consolo? Se sou a companhia do homem, que se vale de mim para lutar e viver, quem me acompanhará na missão a que me destinas?

O Senhor sorriu, complacente, em seu trono de estrelas fulgurantes e, afagando-lhe a cabeça curvada e trêmula, falou compadecido:

- Dei o mundo ao homem, mas confiarei a vida ao teu coração.

Em seguida colocou-lhe nos braços uma frágil criança.

Desde então, a Mulher fez-se Mãe e passou a viver plenamente feliz.


Meimei

Livro: “Cartas do Coração” – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

sexta-feira, 11 de maio de 2012

MENSAGEM ÀS MÃES


 Mãezinha!

Quando nos acolheste nos braços, sentiste que o coração se te estalava no peito, à feição de harpa repentinamente acordada por mãos divinas.

Rias e choravas, feliz, crendo haver convertido o regaço em ninho de estrelas.

Aconchegaste-nos ao colo qual se trouxesses uma braçada de lírios que orvalhavas de lágrimas.

Quantos dias de ansiedade e ventura, sorrindo ao porvir, e quantas noites de vigília e sofrimento, receando perder-nos!...

O tempo avançou laureando heróis e exaltando sábios, entretanto, para o teu heroísmo oculto e para a tua sabedoria silenciosa nada recebeste do tempo, senão as farpas de pranto que te sulcaram o rosto e os cabelos brancos que te aureolaram a existência.

Depois, Mãezinha, viste-nos crescidos e transformados, sem que o amor se te alterasse ou diminuísse nas entranhas do espírito.

Muitos de nós fomos afastados de teu convívio, lembrando fontes apartadas de um manancial de carinho, na direção de outros campos...

Outros se distanciaram de ti, à maneira de flores arrebatadas ao jardim de teus sonhos para as festas do mundo.

Ninguém te percebeu o frio da saudade e nem te viu o espinheiro de aflição atrás dos gestos de paciência mas, nunca estiveste só...

Deus te ensinou a cartilha da ternura e a ciência do sacrifício, clareou-te a fé e sustentou-te a coragem...

Quanto a nós, parecíamos desmemoriados e distraídos, no entanto, sabíamos, com toda a nossa alma, que tuas preces e exemplos nos alcançavam os caminhos mais escuros, soerguendo-nos da queda ou sustentando-nos o mergulho no abismo, à maneira das fulgurações estelares, que orientam os passos do viajor, quando a noite se condensa nas trevas...

E, ainda hoje, nos instantes de provação, basta que te recordemos o amor para que se nos ilumine o rumo e refaçam as forças.

É por isso, Mãezinha, que em teu diz de luz, enquanto a música da alegria te homenageia nas praças, nós estamos contigo, no aconchego do lar, para ouvir-te de novo as orações de esperança e beijar-te as mãos, repetindo: bendita sejas!


Meimei

Livro: Visão Nova - Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

EXISTÊNCIA DE DEUS


Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez o rico chefe de grande caravana chamo-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como saber que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O Crente fiel respondeu:

- Grande Senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? - Indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos dos animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo, ou boi?

- Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

-  Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.



Meimei

Texto extraído do Jornal: A Caridade - Ano XIII - n.º 139- Março de 1993 

quarta-feira, 17 de junho de 2009

PROSSEGUE AMANDO


Meimei

Se aceitares Jesus por mestre da vida, trazes contigo a chama capaz de acender a fé nos companheiros que vagueiam no mundo, à maneira de lágrimas apagadas.
Prossegue amando.
Caminha e encontrarão aqueles que anseiam possuir algo dos tesouros de paz e de esperança que já te felicitam os dias.
Basta sigas com bondade a fim de alcança-los.
Aqui, surpreenderás a prosperidade vestindo chagas de angústia; ali, abraçarás o renome acobertando espinheirais de aflição que aniquilam uma existência inteira; além, perceberás a opulência exterior escondendo um coração transformado em taça de lágrimas; e, mais adiante, recolherás o sorriso triste de almas afáveis e belas, algemadas em corrente de ouro e prata, sem possibilidade de se deslocarem contigo, em busca das verdades mais simples, à vista de permanecerem, por enquanto, carregando a carga de tradições e nomes ilustres.
Compadece-te e auxilia sempre.
Adiantando-te na viagem do cotidiano, encontrarás ainda os que não te podem seguir, detidos nas teias da enfermidade; os que jazem hipnotizados em processos obsessivos; os que se acham provisoriamente engavetados vivos em refúgios de reeducação ante os delitos que perpetraram levianamente; e os que se reconhecem psicologicamente presos em duras lides expiatórias.
A ninguém te imponhas com violência.
Companheiro algum espera venhas a quebrar a cadeia de trabalho e provocação de que se sente necessitado.
Todos te pedem apenas uma prece de amor ou uma palavra de bênção.
Muitas vezes bastará simplesmente um sorriso de generosidade e entendimento para que empreendam com Jesus a longa caminhada da própria libertação.
*
Nunca respondas à violência com a violência.

Fonte: Livro Palavras Do Coração – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

COMPAIXÃO E VIDA


Compadece-te de quantos se encarceram nas malhas esbraseadas da violência.

A fim de prestar-lhe auxílio, lembra-te de cultivar a paz, como quem se decide a socorrer as vítimas de um incêndio, usando compreensão e brandura.

Aqueles que largam a órbita da prudência, caindo na agressividade exagerada, entram para logo nos quadros patológicos da loucura. E já não sabem o que fazem.

Compadeça-te sempre.

Por traz das palavras candentes que te magoam, comumente existe um coração avinagrado pela carência de amor, suplicando apoio afetivo.

Na retaguarda dessas faces contraídas, semelhantes a máscaras de ódio despejando condenação, muitas vezes se esconde a dor da criatura que se vê sem forças suficientes para suportar a moléstia que carrega no próprio corpo.

E movendo as mãos que espancam
Sem pensar, quase sempre, jazem sofrimentos ocultos ou influências obsessivas que as fazem desvairar.

Se te encontras em caminho com semelhantes doentes da alma, abençoa-os com a prece muda e segue adiante.

Se te gritam em rosto impropérios e insultos, continua orando por eles, nada repliques e confia-os em pensamento, à Providência Divina. Os agressores são irmãos enfermos, em cuja alma a revolta instalou perigosas tomadas de ligação com as trevas que lhes atormentam a vida.

Diante deles, recorda a paz que o Senhor te concede e entrega-os à farmácia do Bem Eterno.

Perante quaisquer problemas, o Céu tem soluções que desconhecemos.

É por isso que Jesus proclamou no Sermão do Monte: “ Bem-aventurados os misericordiosos porque encontrarão misericórdia, diante das Leis de Deus “.

Grupo Espírita da Prece
São Paulo - Capital
Meimei
Fonte: livro “Marcas do Caminho”
Psicográfia: Francisco Cândido Xavier
Espíritos diversos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

GLORIFICANDO O SANTO NOME

O professor contou, em aula, que, no princípio da vida na Terra, quando os minerais, as plantas e os animais souberam que era necessário santificar o nome de Deus, houve da parte de quase todos um grande movimento de atenção.
Certas pedras começaram a produzir diamantes e outras revelaram ouro e gemas preciosas.
As árvores mais nobres começaram a dar frutos.
O algodoeiro inventou alvos fios para a vestimenta do homem.
A roseira cobriu-se de flores.
A grama, como não conseguia crescer, alastrou-se pelo chão, enfeitando a Terra.
A vaca passou a fornecer leite.
A galinha, para a alegria de todos, começou a oferecer ovos.
O carneiro iniciou a criação de lã.
A abelha passou a fazer mel.
E até o bicho-da-seda, que parece tão feio, para santificar o nome de Deus fabricou fios lindos, com os quais possuímos um dos mais valiosos tecidos que o mundo conhece.
Nesse ponto da lição, como o instrutor fizera uma pausa, Pedrinho perguntou:
- Professor, e que fazem os homens para isso?
O orientador da escola pensou um pouco respondeu:
Nem todos os homens aprendem rapidamente as lições da vida, mas aqueles que procuram a verdade sabem que a nossa Inteligência deve glorificar a Eterna Sabedoria, cultivando o bem e fugindo ao mal. As pessoas que se consagram às tarefas da fraternidade, compreendendo os semelhantes e auxiliando a todos, são as almas acordadas para a luz e que louvam realmente o nome de nosso Pai Celeste.
E, concluindo, afirmou:
O Senhor deseja a felicidade de todos e, por isso, todos aqueles que colaboram pelo bem-estar dos outros são os que santificam na Terra a sua Divina Bondade.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei.

sábado, 17 de janeiro de 2009

AGRADECE

Agradece as mãos que te constróem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.
Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.
Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.
Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.
Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de ser mais útil. O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação.
O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química da natureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão.
Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento.
Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-íris com o fulgor das estrelas.

MEIMEI
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Amizade, de 1977
Instituto Divulgação Editora André Luiz.