segunda-feira, 12 de março de 2012

CORPO FLUIDICO DE JESUS


… Falar de coisas muito distantes da humanidade é sujeitar-se a controvérsias de todas as qualidades; entretanto, quando é hora de dizer, não se deve calar. Os primeiros profetas falaram da vinda do Cristo a Terra, quase mil anos antes da sua chegada a este planeta. Foram ridicularizados e mesmo apedrejados, passando pelos maiores vexames; mas falaram e, após eles, outros vieram dizendo a mesma coisa. Até hoje os homens não se matam por simples motivos e idéias, com quase aconteceu com Galileu Galilei, quando afirmou que a Terra era redonda e que girava em torno de si mesma e em torno do Sol? Mas reagem e criticam quando surgem outras leis, dando garantias e liberdade aos próprios homens.

Desde a vinda do Cristo, até os dias presentes, divergem alguns sobre a natureza do corpo do Mestre: se o Cristo tinha um corpo de carne ou se era um corpo celestial. E muitas discussões foram travadas por tão simples assunto, quando não era ainda tempo adequado para dele tratar. Até mesmo muitos espíritas se dividem no campo destas opiniões e, possivelmente, continuarão a se dividir no tocante a esse controverso assunto. Respeitamos todas as teorias dos homens e Espíritos, porque sabemos da sinceridade em querer levar o evangelho aos corações dos que sofrem.

Falamos de muitos assuntos que, por vezes, nos interessa falar; no entanto, o objetivo maior do Grande Mensageiro de Deus é a reforma do homem, é melhorar as condições dos Espíritos no tocante aos seus pensamentos e suas atitudes, é fazer conhecido o verdadeiro amor, aquele que se subdivide inúmeras virtudes para nos educar e, por vezes, nos instruir em todos os sentidos. Não é o crer ou deixar de crer que irá atrasar um Espírito ou impedir que ele atinja planos superiores; haverá um dia em que todos estaremos aceitando a verdade sem nenhuma variante, encarando o sol sem as suas temer as claridades.

Na verdade, existem mundos grosseiros, onde os Espíritos estão nas primeiras encarnações, mundos primitivos como era a Terra, ao chegarem a ela essas falanges de Espíritos mais esclarecidos nas diversas áreas do conhecimento, mas em precária condição moral, provindos de pátrias distantes, assim como há mundos venturosos, onde o corpo que serve aos Espíritos é quase fluídico, onde a contextura da própria matéria chegou a um grande aprimoramento, capaz de fornecer à alma meios seguros para o seu total desempenho na arte de despertar de todas as suas qualidades espirituais.

Certamente que existem leis em todos os mundos, de acordo com as suas evoluções, mas essas leis nunca fecham. São as mesmas para todas as criaturas. Cada um respeita essas regras de acordo com a evolução própria atingida. Podes notar na Terra certas leis respeitadas por uns, que para outros não tem valia, como, por exemplo, os sinais de trânsito. Para determinadas autoridades, elas perdem o valor. O sinal vermelho para um veículo presidencial não tem significação, uma vez que outros critérios passam ocupar primeiro plano, no caso, a segurança do chefe da nação. Isso estamos mencionando para que possa avaliar as leis siderais. Para o nascimento de um grande ser, as leis que regulam as outras, como as que o assistem. Não é que esse ser seja privilegiado; ele apenas recebe o que merece, no âmbito de sua grandeza espiritual...

A humanidade, por assim dizer, evolui por meio de trocas em todos os mundos. A sequencia evolutiva das raças depende de enxertos provindos de fora, de maneira tão sutil, que os próprios homens não desconfiam. A evolução do Espírito requer corpos adequados para a sua ascensão. Almas altamente evoluídas sentirão na sua formação congênita, enxertos admiráveis, concedidos pela própria natureza, não aceitos pelo homem comum. Como foi dito acima, as leis são as mesmas para todos. Os raios solares, o ar e a agua são entregues para os homens e animais com as mesmas riquezas, mas cada qual extrai desses meios de vida o que a sua evolução ordenar. Cada raça mãe, de vez em quando, recebe um enxerto de outros mundos, para compensar o estimulo biológico e este compartilhar com o esquema divino do engrandecimento da alma.

A matéria deve acompanhar o Espírito na sua escalada evolutiva; de outra forma ele não suportaria a vida nos liames da carne, que certamente evolui, mas não tanto quanto o Espírito. Já em determinada faixa evolutiva, a ascensão dos seres espirituais já acordados para a luz tem maior rapidez, visto que a própria vida lança mão de todos os recursos para acompanhá-los e, dentre eles se encontra essa troca de valores de que estamos tentando falar. Uma chama divina que se move em um corpo de um animal, o que faria ligada a um complexo humano? É a mesma coisa ligarmos corrente elétrica de baixa voltagem para acionar um motor de elevada potencia e este por em movimento a maquina.

Ocorre inversamente, com um espírito de altas vibrações, como no caso de Jesus, ao ser internado em um corpo físico de um ser humano comum. Este não suportaria as correntes vibratórias dessa alma e poderia até desintegrar-se no momento de ser concebido. Basta um pouco de raciocínio para percebermos. Certamente que isto não é derrogar as leis; estas é que cedem às conveniências, mudando suas ações de acordo com a evolução da alma. Os altos instrutores da humanidade já fizeram várias experiências neste sentido, enxertando raças humanas, como se fosse uma espécie híbrida, como no caso que se faz com os animais e plantas na Terra. A diferença é que, na Terra, o híbrido não dá continuidade à raça; no caso espiritual, o híbrido tem a mesma fecundidade, com os valores altamente proliferadores.

Como um corpo puramente físico poderia suportar um Espírito de alta pureza espiritual como o Cristo? As próprias leis físicas nos dão essa explicação: correntes de alta voltagem somente podem passar em fios apropriados.

Um Espírito da qualidade do Cristo não suportaria uma permanência em corpo de carne e osso qual comum; ele se dissociaria imediatamente, mesmo na sua formação congênita. Por outro lado, as vibrações da Terra são tão pesadas e densas, que não existem condições para um corpo fluídico permanecer os anos que o Mestre viveu entre os homens. Mesmo Espíritos de considerável elevação, cuja vibração se assemelhe aos que reencarnam neste globo, a não ser com um preparo muito grande, paciente e demorado, podem nele permanecer por muito tempo, atuando em favor dos homens. Hoje, pode-se dizer que não existiram equívocos nas teorias – se as podemos chamar de teorias – quanto ao corpo de Jesus, por sabermos, como os próprios homens, que matéria é acumulação de fluidos e que os fluidos são matéria dispersa. Fluidos e matéria se confundem na grande ciência da vida infinita! ...

Em relação ao Messias, o caso não foi outro. Ele era de natureza humana e divina; até o seu corpo foi um bio-corpo, para que pudesse ficar entre a Terra e o céu, em completo domínio das suas atividades nos dois campos de trabalho, celestial e humano.

Ela era filho de Deus e Filho do Homem.



Trecho retirado do livro Maria de Nazaré, pelo espirito Miramez, paginas 307 a 313.

domingo, 11 de março de 2012

OS HERÓIS DA ERA NOVA

Programada a vinda de Jesus-Cristo à Terra, as Coortes espirituais apresentaram-se espontaneamente para contribuir da melhor maneira possível em favor do messianato divino

Na política, na arte, na filosofia, tomaram o corpo físico Espíritos nobres que deveriam desempenhar papel de relevância, a fim de que a doutrina do amor encontrasse ressonância na sociedade sedenta de alucinações e prazeres.

O Império Romano ainda se encontrava em plena glória, a grandeza das conquistas e o Fausto deslumbrante dominavam quase toda a Terra conhecida, demonstrando o poder da força das legiões e da habilidade do governo central.

As antes famosas cidades gregas, ora em declínio, contribuíam com filhos ilustres para a grandeza de Roma, na condição de pedagogos, médicos e servidores, embora ainda ostentassem as magníficas edificações do passado e sua cultura permanecesse esplendorosa, apesar da ausência dos grandes filósofos de outrora.

Éfeso erguia-se suntuosa, derramando-se próxima das águas azuis-turquesa do Egeu, em pleno Fausto da Jônia, na Anatólia, visitada pelos romanos ilustres e outros povos que vinham negociar habilmente e distrair-se nos seus banhos e teatros espetaculares…

Ali encontrava-se o famoso templo de Ártemis, a deusa da abundância – anteriormente Cibele e mais tarde Diana, a caçadora – uma das sete maravilhas do mundo antigo. As grandiosas colunas que o ornavam, produziam deslumbramento nos visitantes e podiam ser notadas desde o mar, a quase cinco quilômetros de distância….

Destruído e reconstruído várias vezes, incendiado por um louco, os seus escombros denotam, ainda hoje, a audácia e a beleza dos seus construtores, inclusive Praxíteles e Escopas, dois dos mais famosos do mundo que o enriqueceram com estátuas extraordinárias e perfeitas. A deusa era elaborada em mármore polido e ornada de ouro, apresentando as características da exuberância…

Por Éfeso passaram filósofos, que lá viveram e legaram à humanidade páginas de inconfundível beleza, quais foram Heráclito (de Éfeso) e Tales de Mileto…

Situada em um ponto importante, que liga o Oriente ao Ocidente, era um local de cruzamento entre Mileto e a Jônia.

A cidade, envolvente e tumultuada, nas terras de Esmirna, repousava desde então em verdejante vale cercado de montanhas altaneiras e protetoras, proporcionando-lhe temperaturas agradáveis, embora úmidas, nas diferentes épocas do ano.

Suas festividades em abril chegavam a atrair um milhão de pessoas, embora fosse habitada por umas duzentas e cinqüenta mil, que vinham das redondezas, assim como de distantes terras, quais Jerusalém e Atenas…



Foi embelezada por atenienses, espartanos, romanos e conquistadores diversos, entre os quais o rei Creso da Lídia, egípcios, persas, Alexandre Magno da Macedônia, vencida e ressuscitada por turcos, bizantinos, otomanos, havendo exercido, no seu esplendor, uma grande importância para o Cristianismo nascente, com quase dois mil anos desde quando fundada, antes que os jônios a dominassem no século XI a.C.

Durante o cruel reinado de Cláudio, que expulsou os judeus de Roma, Paulo, que se encontrava em Atenas, desceu na direção de Jerusalém, passando por Corinto, onde se fez acompanhar pelos amigos queridos Áquila e Prisca, visitando outras cidades e chegando a Éfeso, ali apresentando a sua primeira exposição sobre Jesus, na sinagoga local.

Depois, embora solicitado para que ficasse por mais tempo, prometeu retornar, dali seguindo a Cesaréia, de onde rumou a Jerusalém…

Nesse ínterim, um erudito judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, trouxe o verbo inflamado a Éfeso iluminando as consciências que se lhe acercavam, dando-lhes conhecimento da mensagem de Jesus.

A cidade-capital foi beneficiada pelo apostolado de Paulo, que ali viveu por vários anos e, posteriormente, por João, que iniciou, nas suas terras, a escrita das suas memórias, que passou à posteridade como o seu Evangelho, tendo erguido sua residência num dos montes periféricos da cidade, onde, mais tarde, passou a residir, até a sua desencarnação, a Mãe Santíssima da Humanidade.

A casinha de pedras foi erguida nos arredores da cidade, em uma encosta, a 350 metros acima do nível do mar entre oliveiras e verdejante relva, mas de onde se podia vê-lo…

Os enfrentamentos entre os pensadores gregos, efésios e outros, aferrados aos deuses ancestrais do seu panteão, e os ministros do Evangelho nascente fizeram-se formosos dialeticamente e agressivos emocionalmente.

Ao mesmo tempo, o farisaísmo, que predominava nas sinagogas erguidas em toda parte onde viviam os judeus, sempre se levantava com ferocidade para combater Jesus e naturalmente aqueles que se Lhe fizeram mensageiros, conduzindo ao cárcere, muitas vezes, esses notáveis Espíritos que jamais desfaleciam nas refregas ou temiam qualquer tipo de hostilidade.

Paulo de Tarso, que ali esteve por diversas vezes, demonstrou com eloqüência incomum a grandeza da palavra do Crucificado nazareno sensibilizando os ouvintes que se multiplicavam, dando início à construção das primeiras células de discípulos cristãos, conforme os denominara Lucas...

Numa dessas ocasiões, no auge do entusiasmo, o apóstolo dos gentios declarou que Jesus se encontrava acima de todos os deuses, naturalmente incluindo Ártemis, que era fonte de renda para a cidade e para artesãos, funcionários, sacerdotes e exploradores em geral…

Um joalheiro famoso de nome Demétrio, que produzia miniaturas de prata da deusa, tomando conhecimento de que os deuses fabricados pelos humanos não eram sagrados, conforme Paulo proclamara, receou que a deusa perdesse o prestígio e, por conseqüência, ele e os demais artesãos ficassem seriamente prejudicados, deu início a um movimento que atraiu tanta gente ao grande Teatro, gritando Ártemis de Éfeso é grande, recitando orações e homenagens, que o ato redundou num pleito, quando as autoridades, por fim, convidaram o apóstolo a abandonar a cidade…

Logo depois, João deu início ali ao seu ministério de amor, atraindo verdadeiras multidões que o ouviam fascinadas.

Ele e Paulo tornaram-se os ministros do reino de Deus, enfrentando as vãs filosofias e apresentando a incomparável mensagem do amor do Mestre, atitudes essas que os levaram ao testemunho por diversas vezes, sem os abater ou os atemorizar.

A coragem desses heróis da Era Nova constitui um dos grandes e fascinantes estímulos para todos quantos desejam servir ao Bem, porquanto nada havia que os intimidasse ou lhes diminuísse o entusiasmo no trabalho a que se entregavam.

Humilhações, suplícios, cárcere e morte não lhes constituíam impedimento à divulgação da Verdade, tão impregnados se encontravam da certeza da imortalidade do Espírito, que as suas vidas ainda hoje constituem modelos de abnegação e de sacrifício comovedores.

Foram eles e muitos outros que se olvidaram de si mesmos para permitirem que Jesus prosseguisse arrebanhando as multidões, que a Mensagem de Luz chegou aos dias modernos, embora as alterações que sofreu, conservando, no entanto, a sua pulcritude nos conteúdos insuperáveis do amor, da compaixão, da humildade, do perdão, da caridade e da sobrevivência espiritual, ainda conduzindo milhões de vidas na direção do Mestre Insuperado.

Nenhuma edificação do Bem alcança a sua gloriosa destinação dispensando os heróis da abnegação e da renúncia. Incompreendidos, no início, suportam as dificuldades mais sérias confiantes no resultado dos esforços, vencendo as intempéries de todo tipo e os enfrentamentos mais covardes e rudes, traiçoeiros e ignóbeis, firmes na decisão, até o momento em que o triunfo do ideal os aureola com o martírio demorado…

O Cristianismo é a saga de homens e mulheres admiráveis que, fascinados por Jesus, tudo abandonaram para melhor O servirem, vencendo distâncias imensas sob o Sol inclemente e as chuvas torrenciais, dominados pela presença d’Aquele que nunca os abandonou, conforme lhes houvera prometido.

Sucederam-se os séculos, e, periodicamente, eles retornaram às grandes Éfesos terrestres, sacudindo a comodidade e revolucionando as idéias, firmes no convite à transformação moral e ao amor em plenitude, pagando o alto preço da audácia da fé que não se mancomuna com os interesses sórdidos dos comensais da ilusão.

Com o advento do Espiritismo, trazendo Jesus e Sua mensagem de volta, os desafios fizeram-se inadiáveis e, desde os dias de Allan Kardec, Espíritos portadores de grande vigor moral tomaram a indumentária carnal para levarem a Nova Revelação à humanidade distraída e desinteressada do reino de Deus…

Pagando altos preços de incompreensões e calúnias perversas, de competições desastrosas e perseguições doentias, ei-los seguindo altaneiros com os sentimentos colocados no Mestre de amor, superando-se a si mesmos e pondo marcos definidores dos tempos, a fim de que aqueles que virão depois deles dêem prosseguimento ao programa de libertação e de felicidade.

Eles sabem que são os desbravadores, os audazes desmatadores da ignorância e que o seu ministério é o de quebrar os tabus, vencer as hostilidades, suportar o peso das injunções penosas, facilitando a tarefa dos porvindouros apóstolos do Bem.

Incansáveis, prosseguem, anônimos uns, conhecidos outros, todos porém unidos na Causa comum da Doutrina Espírita, de forma a torná-la conhecida pelas suas palavras lúcidas e sábias, respeitada pelos seus atos desataviados e transparentes, pela sua coragem de não revidar o mal com outro mal, uma com outra calúnia, não se permitindo transformar em inimigo de outrem, mesmo que esse lhe seja inimigo, felizes e certos da vitória final.

Esses heróis que se consomem, na condição de combustível do lume que derrama claridade por onde passam, encontram-se sob o amparo do seu Senhor, conforme Paulo, João evangelista, Barnabé, Pedro, Tiago… e todos os pioneiros da nascente doutrina de Jesus que modificou a história da sociedade, preparando o campo de lutas para este momento de ciência, de tecnologia, de conhecimentos filosóficos e éticos, de arte e beleza, de telecomunicações e convivência virtual, quando o Espiritismo implantará na Terra, com os seus paradigmas grandiosos, a sociedade feliz e livre da ignorância para sempre.



Vianna de Carvalho

Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 22 de maio de 2007, quando de sua visita a Éfeso (Esmirna), Turquia.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

CONFLITOS E PERFEIÇOAMENTO INTERIOR

No processamento de aperfeiçoamento interior, defrontamo-nos muitas vezes com pensamentos, emoções e comportamentos negativos que nos geram conflitos, pois nos percebemos muito distantes do ideal de perfeição que almejamos para a nossa vida.

É como se vivêssemos em uma dualidade. Em uma parte está a pessoa nova que queremos ser, repleta de valores nobres, e em outra a pessoa velha, que ainda se compraz nos velhos hábitos. Muitos de nós, devido a essa questão, entramos em conflito entre esses dois “eu”. Alguns chegam inclusive a travar uma guerra surda entre as duas personalidades em busca da tão propagada reforma íntima

O resultado de tudo isso é a criação de um bloqueio que impede o próprio aperfeiçoamento interior.

É fundamental que reflitamos que a construção de um novo eu demanda tempo e deve ser um trabalho com suavidade e leveza, conforme nos recomenda Jesus quando nos fala do jugo suave e do fardo leve a ser carregado.

Façamos uma análise do processo de aperfeiçoamento interior conforme nos recomenda Jesus em seu Evangelho.

Comecemos com a passagem anotada por João em 8:32 “... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Podemos refletir, a partir deste versículo, que existem duas verdades a ser conhecidas por nós para a nossa libertação.

A primeira é a Verdade Universal da qual o Evangelho de Jesus é a perfeita síntese, assim como tantas outras obras que nos orientam á verdade. Conhece-la é fundamental para o aperfeiçoamento interior, pois nos dá da diretriz segura para desenvolvermos o bem, o bom e o belo em nossas vidas. Essa verdade contida nos livros sagrados e em outras obras como as de Alan Kardec que dão base à Doutrina Espírita, bem como as complementares idôneas é a verdade que está fora de nós, nas obras que nos orientam para a prática da mudança interior.

Além dessa verdade que está fora, é necessário que conheçamos uma segunda verdade; a verdade que está dentro de nós, isto é, tudo que existe em nosso interior, pensamentos, sentimentos, emoções, comportamentos tanto os equilibrados, quanto os negativos.

Para conhecer a verdade só existe um caminho: o autoconhecimento, o mergulho interior conforme nos orienta Santo Agostinho na questão 919 e 919-A de O Livro dos Espíritos.

Muito de nós utilizamos o processo de conhecer essa verdade que está dentro para gerar conflitos, ao invés de nos libertamos deles, conforme deveria acontecer.

Por que isso acontece?

Porque queremos que a verdade que está dentro espelhe fielmente a Verdade Universal que está nas obras, especialmente no Evangelho. Por já conhecermos a verdade libertadora, queremos que esta verdade já seja sentida e vivenciada como num passe de mágica.

O resultado dessa atitude é a intensificação de conflitos desnecessários, pois não é possível nos auto decretarmos a mudança interior, simplesmente por já conhecermos a verdade.

Jesus diz de forma muita clara “... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Percebamos que não é o conhecimento que liberta, mas a verdade. Para que possamos internalizar a verdade libertadora o caminho acontece em três etapas: a primeira é o conhecimento, isto é, estudar, refletir sobre a verdade existente no Evangelho e outras obras.

A partir desses estudos e reflexão somos convidados a iniciar a segunda etapa – internalizar, através do sentimento, a verdade estudada e refletida. Vejamos que é Jesus que nos oferece esse caminho: “e aprendei comigo, que manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Quando Ele nos diz que o aprendizado se faz com o coração, está nos demonstrado que não basta conhecer com o cérebro, é necessário sentir no coração, aprender com o cérebro é relativamente fácil, basta estudar e refletir, já sentir no coração é uma tarefa muito mais difícil e de demorada, requerendo muitos exercícios de mansidão e humildade.

A terceira etapa é a libertação pela verdade que se dá pelo vivenciamento. O ato de vivenciar é a síntese do saber e sentir. Ao fazermos exercícios para saber e sentir, vamos automaticamente vivenciando a verdade.

Portanto, quando nos exigimos sentir e vivenciar algo que apenas conhecemos, entraremos em conflitos desnecessários que não geram crescimento, apenas estagnação.

Como podemos evitar esses conflitos?

Recorramos novamente a Jesus quando diz: “vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mateus 26:41). Com a postura de auto exigência para viver uma perfeição da qual estamos ainda muito distantes, transformamos a vigilância em policiamento e repressão.

A vigilância, conforme proposta cristã é fruto de uma auto-observação amorosa de nós mesmos, realizada com suavidade e leveza, como recomenda Jesus: “porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. (Mateus 11:30).

Sempre teremos, em relação aos nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos, três escolhas para lidar com eles, duas desequilibradas e uma equilibrada.

Podemos dar guarida a essas negatividades e vivenciá-las, abdicando de todo conhecimento da verdade que já detemos. Ao escolhermos essa alternativa, entramos em conflitos, pois aquele que detém a verdade dentro de si, mesmo que apenas no cérebro, já tem despertada a consciência e, ao agir de forma contrária a esta, o resultado é um conflito interior.

A pessoa tenta abafara consciência da verdade que já possui para vivencia pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos, mas como a consciência é a Lei de Deus ínsita em nós o resultado disso é o aprisionamento a conflitos, que já temos condição de transformar.

Podemos, como alternativa, escolher reprimir os pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos, devido à auto exigência de se vivenciar a verdade que conhecemos no cérebro, a qualquer custo. Quando fazemos criamos pensamentos, sentimentos e comportamentos pseudopositivos. Desenvolvemos máscaras das virtudes e não as virtudes que libertam, pois a libertação somente ocorre quando a verdade conhecida é sentida no coração. O resultado é que ficamos aprisionados a uma atitude de pseudoperfeição que gera estagnação.

Só há uma alternativa equilibrada em relação às negatividades que trazemos - a transformação desses pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos em amigos evolutivos, que estarão nos auxiliando o processo de amadurecimento e libertação pela verdade conhecida, sentida e vivenciada.

Novamente é Jesus que nos recomenda a maneira como nos libertaremos, quando diz: “Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade de digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil” (Mateus 5:25 e 26).

Analisemos estes versículos, em uma perspectiva psicológica profunda, dentro da questão da libertação de conflitos e aperfeiçoamento interior.

Vimos que a única forma de nos libertarmos de nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos, os nossos adversários internos, é a partir da transformação, evitando dar guarida a eles e reprimi-los. Isso somente acontecerá pela conciliação, transformando o adversário em amigo.

Vejamos que Jesus nos dá um caminho perfeitamente possível de ser seguido. Quando Ele nos diz “Concilia-te depressa com o teu adversário enquanto estás no caminho com ele” nos conclama a buscar a reconciliação, aqui e agora, já com a negatividade enquanto ela esta se manifestando para que não entremos na tentação de dar guarida ou reprimi-la, pois se o fizermos seremos colocados na prisão, seja do conflito de consequência por ter vivenciado a negatividade ou do mascaramento desta, que por mais que seja o caminho mais fácil sempre trará o desconforto de uma prisão sem grades.

Não sairemos dali enquanto não tivermos a atitude de humildade de reconhecer que estamos muito distantes da perfeição e que tanto a identificação com uma negatividade, quanto o seu mascaramento, imposto pela repressão nos aprisiona em muitos conflitos desnecessários, que seriam perfeitamente evitados se buscássemos sempre a vigilância, a conciliação e a oração como instrumentos amorosos de aperfeiçoamento interior.

Quando nos dispomos a utilizar esses três instrumentos de transformação, estaremos sempre vigilantes às nossas tendências inferiores e ao perceber um pensamento, sentimento ou comportamento negativo faremos a conciliação no momento da sua manifestação (“enquanto estás no caminho com ele”), de modo a que utilizemos esse movimento egóico como um amigo evolutivo que está contra nós, mas que é apenas manifestação da ignorância que ainda existe em nós.

É importante que tratemos essa ignorância como adversária, mas como instrumento de aperfeiçoamento interior. A oração será sempre amiga que nos auxiliará no trabalho de conciliação, pois quando percebermos que as nossas forças fraquejam no sentido de dar guarida ou reprimir, lembremo-nos de Jesus e de Deus, e roguemos forças para que possamos conciliar com aquele adversário que se manifesta, transmutando-o num amigo e façamos esse exercício de conciliação, tantas vezes forem necessárias até a completa iluminação interior.



Retirado da revista Presença Espírita

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A FELICIDADE


A busca da felicidade sempre foi e continua sendo um procedimento constante do ser humano.

Na questão 920 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta:

O homem pode gozar de completa felicidade na Terra?

E os Espíritos superiores respondem:

“Não, porque a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Mas depende dele amenizar os seus males e ser tão feliz quanto possível na Terra.”

Na questão 921, o Codificador comenta e indaga:

Concebe-se que o homem será feliz na Terra quando a Humanidade estiver transformada.

Mas, enquanto isso não acontece, poderá conseguir uma felicidade relativa?

“O homem é quase sempre o artífice da sua própria infelicidade. Praticando a Lei de Deus, ele pode poupar-se de muitos males e alcançar felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

Na questão seguinte, a 922, continua explorando o assunto:

A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, algum critério de felicidade para todos os homens?

“Para a vida material, é a posse do necessário; para a vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”

 Como se observa das informações dos Espíritos superiores é fundamental, à construção da felicidade que todos buscamos, a fé no futuro, para a qual a Doutrina Espírita contribui trazendo a convicção da nossa própria condição de Espíritos imortais em constante processo de evolução.

A Doutrina Espírita esclarece-nos, ainda, que a Lei de Deus está inscrita em nossa própria consciência, e, para que tenhamos uma consciência tranquila, é necessário que coloquemos em prática a Lei de Deus. Basta isso para conseguirmos oferecer a todos os seres humanos, dentro do princípio da solidariedade social, a posse do necessário, que é a condição básica para a felicidade na vida material.

Como se constata, a conquista da nossa felicidade, relativa ou permanente, depende apenas de nós.

Reformador Fev.2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

PERDÃO DE DEUS


 Pergunta: Um dia, em nosso círculo de estudos filosóficos, falávamos sobre o perdão, quando veio à pergunta: Se Deus é um ser perfeito, superior a tudo e possui a onisciência, por que pedimos perdão a Ele?  

Resposta:

O perdão é uma atitude advinda de uma ofensa. Para oferecê-lo é preciso que a pessoa, primeiramente, se sinta ofendida. O perdão, no nosso meio de seres não evoluídos, que nos "permitimos" ser ofendidos, é de certa forma, uma virtude. Quando uso a expressão “de certa forma”, é porque se fôssemos seres evoluídos não nos sentiríamos ofendidos por ninguém, pois compreenderíamos as atitudes das pessoas e, portanto, não haveria necessidade de perdoar.

Como ainda não desenvolvemos a perfeição, sentimo-nos ofendidos (muitas vezes com atitudes pequenas de outras pessoas) e, depois de muito refletir, tentamos desenvolver essa “virtude”, qual seja, o perdão. Para o ato do perdão é necessário que se tenha a compreensão da outra pessoa a partir de nós mesmos, ou seja, que tal qual a nós mesmos, todas as pessoas podem cometer erros.

Considerando que a Lei de Deus está escrita em nossa consciência, quando sentimos que a transgredimos ficamos com um "drama" existencial e externamos esse drama no pedido de perdão a Deus. Entretanto, o que na verdade fazemos é pedir perdão a nós mesmos [à nossa consciência]. Por isso pedimos perdão a Deus, pois pela consciência do erro buscamos a compreensão [de Deus] a partir de nós mesmos.

Ao pedirmos perdão a Deus estamos fazendo um exercício de humildade, reconhecendo o erro cometido e abrindo um espaço para o equilíbrio de consciência. Temos necessidade de nos sentirmos perdoados e por ainda tratamos a consciência como algo abstrato, focamos, então, o pedido de perdão em Deus. Essa necessidade individual e pessoal de se sentir perdoado nos leva a ter para com os outros a atitude de perdoar, para conferir-lhes a sensação da reparação das faltas e de abrir-lhes novas oportunidades.

Você cita na sua pergunta a oração do “Pai Nosso”. Nessa oração, que nos foi ensinada pelo Cristo de Deus, o pedido de perdão a Deus está condicionado ao perdão que oferecermos aos outros ["perdoai as nossas ofensas (dívidas), assim como perdoamos aos nossos ofensores (devedores)"]. Isso não significa que será Deus a nos dar ou não o perdão, mas que nós mesmos nos sentiremos perdoados [em nossa consciência] se conseguirmos oferecer aos outros o mesmo perdão que buscamos. É tão significativo esse aspecto, que Jesus, conforme grafado no evangelho de Mateus, quando termina de expor o Pai Nosso, chama a atenção dos ouvintes para o perdão dizendo: "pois se não perdoardes ao vosso semelhante, vosso Pai que está nos céus também não vos perdoará”.

Essa frase não deve ser entendida de forma literal, mas sim de maneira figurada. Deus, por ser soberanamente justo e bom, por saber de nossas potencialidades e, por conseguinte, de nossas ações (já que Ele é onisciente), não se ofenderia conosco. Seria um contra-senso, então, Deus ter que oferecer o perdão, uma vez que Ele é inatingível. Vale lembrar que o perdão é fruto de uma ofensa e somente se ofende aquele que ainda guarda imperfeições. Deus é perfeito, portanto não pode se sentir ofendido.

Considerando que a Lei de Deus deve estar escrita em nossa consciência, é aí (na consciência) que buscaremos o perdão de Deus. De que forma? Arrependendo do ato praticado e reparando-o, se necessário e possível, junto à própria pessoa a quem ofendemos.

Assim sendo, o sentido da frase é: se não perdoarmos aos nossos semelhantes não teremos paz interior, uma vez que a nossa consciência apontará as nossas próprias faltas, para quais também buscamos, na verdade, o perdão.

Como conseguir o perdão para as nossas faltas se não estamos dispostos a dá-lo a outrem quando de suas faltas? Vale lembrar a passagem da “mulher adúltera” contida no evangelho de João. Como Jesus conseguiu que as pessoas a deixassem em paz? Concitando-as a se olharem. Disse Jesus: “aquele que estiver sem pecados que atire a primeira pedra”. Como acusar alguém se trazemos em nós, de certa forma, os mesmos erros? Como sentirmo-nos perdoados se não perdoamos aos outros? Essa é a questão primordial.

Bem escreveu o poeta Gibran Khalil Gibran: “o perdão é o perfume que as flores soltam quando são pisadas”.



Um carinhoso e fraternal abraço
Simão Pedro
Retirado do site www.amigoespirita.ning.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A PRECE

É chegado o momento de poder a inteligência, suficientemente desenvolvida no homem, compreender a ação, significação e alcance da prece. Certo de ser compreendido, posso, pois, dizer: Não mais incredulidade, nem fanatismo! antes a completa segurança da força que Deus concede a todos os seres, quando a Ele se eleva o pensamento.

Na prece, na lembrança volvida a esse Pai, fonte inexaurível de bondade e caridade, longe de vós essas palavras aprendidas, que os lábios pronunciam num hábito adquirido, mas deixam frio o coração em seus impulsos. Reanimados e atraídos para Ele pelo conhecimento da verdade, pela fé profunda e a verdadeira luz, enviai ao Eterno os vossos corações num pensamento de amor, de respeito, de confiança e abandono; em um transporte, enfim, de todo o ser, esse veemente impulso interior, único a que se pode chamar prece!

Desde a aurora, a alma que se eleva, pela prece, ao infinito, experimenta uma como primavera de pensamento que, nas circunstâncias diversas da existência, a conduz ao fim preciso, que lhe é designado.

A prece conserva a infância essa inocência em que sentis ainda a pureza, reflexo do repouso que a alma fruiu no espaço. Para o adolescente é o freio repressor da impetuosidade, que nele brota como vigoroso fluxo; seiva geratriz, se é seguida, perda certa em caso de desfalecimento, mas resgate, se a alma pode e sabe retemperar-se na prece.

Depois, na idade em que, na plenitude de sua força e faculdade, o homem sente em si a energia que, muitas vezes, o deve conduzir às grandes coisas, a concentração em que se firma o pensamento, esse grito da consciência que lhe dirige os atos não é ainda a prece?

E do fraco, poderoso amparo, não é a prece o consolo, a luz que o auxilia a dirigir-se, como o prisma do farol que indica ao náufrago a praia salvadora?

No perigo, mediante estas duas palavras proferidas com fé "meu Deus!" - envia o homem toda uma prece ao Criador. Esse brado, essa deprecação ao Todo-Poderoso não exprime, como recordação, o instinto do socorro que ele espera receber?

0 marinheiro exposto aos perigos, a mingua de todo socorro em meio dos elementos desencadeados, formula em sua fé profunda um voto: é prece cuja sinceridade sobe radiosa Àquele que o pode salvar!

E quando ruge na Terra a tempestade, grandes e pequenos tremem ao considerar a própria impotência e, a essa voz poderosa que repercute nas profundezas da terra, oram e confiantes dizem estas palavras: Deus! Preserva-nos de todo perigo! - Abandono completo, na prece, Àquele que, por sua vontade, tudo pode.

Quando chega a idade em que nos desaparece a força em que os anos fazem sentir todo o seu peso, em que a alma ensombrada pelos sofrimentos, pela fraqueza que a invade se sente incapaz de reagir; quando, finalmente, o ser se vê acabrunhado pela inação, a prece, caudal refrigerante, lhe vem acalmar e fortalecer as derradeiras horas que deve permanecer na Terra.

Em qualquer idade, quando vos assediam as provas, quando sofre o corpo e, sobretudo, o coração amargurado já não deixa repousar feliz o pensamento no que consola e atrai, à prece, unicamente à prece, reclamam a alma, o pensamento, o coração, a calma que já não possuem.

Quando o encarnado, na plenitude de suas energias, inspirado pelo desejo do belo e do grande, refere suas aspirações a tudo que o rodeia, pratica o bem, torna-se útil, auxilia os desgraçados e, celeste prece, força do pensamento, em seus atos é amparado pelo fluido poderoso que do Além se lhe associa, constante e invisível cadeia do encarnado com os desencarnados e, para mim, prece!

Direi, pois, a todos que a bondade inspira, aos que, neste século em que o pensamento inquieto investiga sem firmeza, sentem a necessidade de uma fé profunda e regeneradora: -Ensinai a prece à criança, desde o berço!

Todo ser, mesmo no extravio das paixões, conserva a lembrança da impressão recebida no limiar da vida e torna a encontrar como consolação, no crepúsculo da existência percorrida, o encanto ainda presente dos anos abençoados em que a criança, iniciando-se na vida, respira sem temor, vive sem inquietação, proferindo nos braços de sua mãe este nome tão grande e tão doce - "Deus!" que ela lhe ensina a murmurar.

Haurindo força e convicção nessa piedosa lembrança, ele repetirá com toda a confiança, no último adeus a Terra, a prece aprendida no primeiro sorriso.



JERÔNIMO DE PRAGA.

O Céu Estrelado. Os Mundos

Médium, Srta. M L.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

392 - PODE CONTAR UM MÉDIUM DE MANEIRA ABSOLUTA, COM SEUS GUIAS ESPIRITUAIS, DISPENSANDO OS ESTUDOS?


 Os mentores de um médium, por mais dedicados e evoluídos, não lhe poderão tolher a vontade e nem lhe afastar o coração das lutas indispensáveis da vida, em cujos benefícios todos os homens resgatam o passado delituoso e obscuros, conquistando méritos novos.

O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e á verdade.

Se um médium espera muito dos seus guias, é lícito que os seus mentores espirituais muito esperam do seu esforço. E como todo progresso humano, para ser continuado, não pode prescindir de suas bases já edificadas no espaço, sempre que possível, criando o hábito de conviver com o espírito luminoso e benefício dos instrutores da Humanidade, sob a égide de Jesus, sempre vivo no mundo, através dos seus livros e da sua exemplificação.

O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vício detestável, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma. Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificações e das extravagâncias doutrinárias, tornando-se o médium preguiçoso e leviano responsável pelo desvio de sua tarefa sagrada.



Emmanuel – livro “O Consolador”

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

–QUAIS AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DOS QUE DESENCARNAM POR SUICÍDIO?

 
-A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia.

Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente. Anos a fio, sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias, a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem das águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e, comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido.

De todos os desvios da vida humana, o suicido é, talvez o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.

Emmanuel – Livro “O CONSOLADOR”



LEIA O LIVRO DOS ESPÍRITOS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

EM PAUTA – A TRISTE FESTA


Fevereiro é o mês do carnaval, que se constitui em uma série de folguedos populares, promovidos habitualmente nos três dias que antecedem o início da quaresma.

Em torno do mesmo centro de interesse - o disfarce, a dança, o canto e o gozo de certas liberdades de comunicação humana, inexistentes ou muito refreadas durante o resto do ano - a folia carnavalesca se apresenta com características distintas nos diferentes lugares em que se popularizou, vindo da Itália, especialmente de Roma, o modelo mais famoso.

De origem obscura, o mais provável é que se assente em raízes de festividades primitivas, de caráter religioso, em honra à volta da primavera. Mais concretamente, é possível se localizem suas origens em celebrações da Antigüidade, de caráter orgíaco, a exemplo das "bacanalia" da Grécia, festa em honra ao deus Dionísio.

Contudo, antes disso, os trácios se entregavam aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. E, em Roma, vamos encontrar estas festas como "saturnalia", quando se imolava uma vítima humana. Era uma festa de infeliz caráter pagão.

No Antigo Testamento, encontramos referências no Livro de Ester, especialmente no capítulo IX, que descreve como, graças à intervenção da rainha Ester junto ao rei Assuero os judeus acabam por massacrar os seus inimigos, atividade que durou dois dias inteiros, 13 e 14 do mês de Adar, cessando no dia quinze. Por essa razão, se estabeleceu que se solenizasse a data com banquetes e regozijos, conforme se lê no versículo 19: "Os Judeus, porém, que habitavam nas cidades sem muros e nas aldeias, destinaram o dia catorze do mês de Adar para banquetes e regozijos, de modo que neste dia fazem grandes divertimentos, e mandam uns aos outros alguma coisa dos seus banquetes e iguarias."

A data ficou assinalada como dias de Furim, isto é, das sortes, referindo-se ao Fur, a sorte que fora lançada e da qual eles, os Judeus, haviam saído vitoriosos.

Na Idade Média , já era aceito o Carnaval com naturalidade, configurando o enlouquecimento lícito uma vez por ano. As relações dos carnavalescos com a Igreja não foram cordiais, tendo se pronunciado doutores e Papas contra os tantos desregramentos da festividade. Contudo, o que prevaleceu foi uma atitude geral de tolerância, ficando inclusive por conta da Igreja a fixação da data do período momesco. O carnaval antecede a Quaresma, finalizando-se num dia de penitência, com a tristeza das cinzas.

A festa tem vestígios bárbaros e do primitivismo reinantes ainda na terra. No Brasil colonial e monárquico a forma mais generalizada de brincar o carnaval era o entrudo português.

Consistia em atirar contra as pessoas, não apenas água, mas provisões de pós ou cal. Mais tarde, água perfumada com limões, vinagre, groselha ou vinho. O objetivo sempre era sujar o passante desprevenido. Como se vê, uma brincadeira perigosa e grosseira.

A morte definitiva do entrudo se deu com o aparecimento do confete, a serpentina e o lança-perfume.

O que se observa nestes três dias de loucura, em que a carne nada vale, é o afloramento das paixões.

Observam-se foliões que se afadigam por longos meses na confecção das fantasias. Tudo para viver a psicosfera da ilusão. Perseguem vitórias vazias que esperam alcançar nestes dias. Diversos se mostram exaustos, física e emocionalmente. Alguns recorrem a fortes estimulantes para o instante definitivo do desfile. Consomem tempo e dinheiro, que poderiam ser aplicados na manutenção da vida e salvação de muitas vidas.

Mergulham em um fantástico mundo de sonhos. Anseiam por dar autenticidade a cada gesto, a toda atitude. Usando vestimentas de reis e rainhas, nobres e conquistadores, personagens de contos, artistas, fariam inveja a todos a quem copiam. Isso se as vestes e as coroas, os cetros, os mantos e as posturas não fossem todos falsos, exatamente como falsas são as expressões e vitórias que ostentam.

Diversos desses foliões nem se dão conta que poderão estar a representar a própria personalidade de vidas passadas.

Uma grande perda de tempo, pois de um modo geral conquistadores, reis, rainhas e generais que foram, se ainda permanecem na terra, é porque naquelas vidas faliram. E faliram feio.

Em toda essa festa de loucura, que deixa marcas profundas, pergunta-se se será mesmo manifestação de alegria, de descontração.

Que alegria é esta que exige fantasias, embriaguez e toda sorte de desregramentos para se manifestar?

Por isso, face às graves conseqüências do carnaval e suas origens de orgia e loucura, reflexionemos na exortação do espírito Thereza de Brito: "Numa sociedade em que a vida familiar tem sido tão difícil, tão escassa, por que não aproveitar os dias carnavalescos para conviverem bem mais juntos, seja no lar, num sítio arborizado, nas paisagens refazentes do mar ou da montanha, estreitando os vínculos do carinho, prestando atenção a tantos lances importantes da vida dos nossos queridos, antes inobservados?

Não se permitam poluir, pais terrestres, e lutem por preservar os seus filhos dessa ilusão passageira.

O imediatismo de Momo, os gozos das folias, as alegrias do carnaval tudo isso se desvanecerá, como todo fogo fátuo, e deixará os que neles se locupletaram nas valas da frustração e do arrependimento, mais cedo ou mais tarde.

Vocês, pai e mãe, atentos à nobre tarefa de educar seus rebentos, envolvam-nos com seu amor e sua assistência para que eles amadureçam assim, e a harmonia atinja mais rapidamente os arraiais do mundo, transformando as paixões inferiores em prazer renovador e são."

Reformador
Fontes:
1.                Nas fronteiras da loucura - Divaldo P. Franco/Manoel P. de Miranda - cap. 6 e 15.
2.                Vereda familiar - J. Raul Teixeira/Thereza de Brito - cap. 14.
3.                Enciclopédia Mirador Internacional, volume 5 - verbete: Carnaval 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

DIVULGUEMOS O ESPIRITISMO


Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XXV, item 11, lemos esta sábia recomendação:

“(...) não violenteis nenhuma consciência; a ninguém forceis para que deixe a sua crença, a fim de adotar a vossa; não anatematizeis os que não pensem como vós; acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem”.

Lembrai-vos das palavras do Cristo. “Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura.”

(KARDEC, 2001, p. 361.)

Tais palavras, se mal interpretadas, podem ser entendidas como estímulo à nossa indiferença no que se refere à divulgação da Doutrina Espírita. Afinal, dirão os que assim pensam, para que nos preocuparmos com a pressa em tornar universais esses conhecimentos? Um dia, todos pensarão como nós. Deus não tem pressa. A verdade está acima dos julgamentos humanos. O Espiritismo se imporá por si mesmo...

Em parte, isso é verdade. Precisamos, entretanto, refletir sobre o conteúdo das palavras transcritas.

Elas não autorizam a interpretação acima. Para seu melhor entendimento, vamos desmembrar a frase citada em duas partes.

Primeiramente, recomenda-se não “violentar nenhuma consciência”, etc. Nesse sentido, até mesmo entre os adeptos do Espiritismo pode haver divergência de pensamento sem que deixemos de nos estimar e respeitar fraternalmente. É preciso compreender que uma das coisas mais detestáveis, para quem acalenta uma idéia, ainda que errada, é ser desmentido publicamente.

Carnegie (2003, p. 257) afirma que para alguém ser levado a pensar como queremos, entre outras coisas, é preciso evitar discutir e respeitar sua opinião, por mais equivocada seja a pessoa. Isso porque, após ter ouvido, tomado parte de milhares de discussões, concluiu que “há apenas um caminho para conseguir o melhor numa discussão – é correr dela, correr como você correria de uma cobra ou de um tremor de terra”. (CARNEGIE, 2003, p. 166-167.)

As coisas mais óbvias, em questão de crença, podem nos deixar com má vontade sobre elas, quando nos sentimos pressionados a aceitá-las como condição única de obter a proteção divina. Isso ocorre, principalmente, se já temos nossa posição firmada a respeito do assunto.

Um exemplo disso são essas mensagens cristãs que recebemos na rua ou são colocadas em nossas caixas de correspondência. Aparentemente, não há nada demais nisso, e até mesmo seria de se desejar que ficássemos gratos a quem as oferta.

Entretanto, exceto quando compartilhamos da mesma crença dos portadores das mensagens, se já temos nossa fé, sempre vemos nelas uma forma direta de proselitismo. Mesmo quando simplesmente lemos:

basta crer no Senhor e serás salvo.

Condição única: “crer no Senhor”.

Podemos continuar perversos, viciosos, hipócritas, invejosos, descaridosos, etc., mas se “cremos no Senhor”, ah, isso é o bastante. Nada de preocupações com nossa reforma íntima, afinal, a fé nos basta.

Ainda que concordemos com o conteúdo dessas mensagens, pois quase sempre nada mais são do que reproduções literais de passagens evangélicas ou do Antigo Testamento, a impressão que temos é a de que se não procurarmos a igreja X e nos filiarmos à mesma estaremos excluídos, definitivamente, das bem-aventuranças celestiais.

Isso não significa que também os espíritas não incomodemos, os não espíritas com nossas mensagens impressas em papel ou mesmo enviadas por e-mail sem que no-las tenham solicitado. Também entendemos que não há nada mais desagradável, para quem não acredita nas comunicações dos Espíritos com os homens, do que receber uma mensagem psicografada por alguém, ainda que essa pessoa esteja acima de qualquer suspeita. Nenhum tipo de violência à consciência alheia é aceitável, por mais bem-intencionados estejamos.

Entretanto, não podemos negar os imensos benefícios, para milhares de pessoas, que, tanto umas, quanto outras mensagens proporcionam quando oportunas. Quantos enfermos nos hospitais, quantos presidiários não se têm sentido confortados e agradecidos aos que lhes fazem uma prece, estendem as mãos e lhes deixam sua mensagem de fé, escrita ou falada! A forma de transmiti-las e a intenção existente por trás dessa divulgação é que podem ser questionadas.

Se a pessoa se sente bem com sua crença, ou mesmo descrença, não temos que tentar convertê-la ao nosso modo de crer. Quando chegar o momento adequado, os bons Espíritos encaminharão cada um para o templo religioso adequado ao seu estado mental e necessidade de desenvolvimento espiritual.

A segunda parte da mensagem que encima este texto afirma:

“Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura.”

Durante muito tempo, acreditou-se que quando algo era bom para a Humanidade tinha que ser imposto pelas armas. Ainda hoje, algumas nações e sociedades pensam equivocadamente dessa forma. Em especial na política e na religião, imaginam que aquilo que é bom para si também o é para os outros sem qualquer respeito à sua cultura. Todavia, se é assim, por que os que pensam desse modo continuam sendo detestados por muitos? Por tentarem impor, à força, seu sistema político, sua religião, seus valores intelectuais e morais. É pela brandura, pelo amor que convencemos, e não pela imposição de nossas idéias. E não pela força.

Segundo Kardec, o maior adversário do Espiritismo não é qualquer religião, e sim o materialismo.

É este o mais devastador sistema filosófico já imaginado pela mente humana, que tudo reduz aos fenômenos da matéria. A vida, segundo tal teoria, seria obra do acaso e se extinguiria com a morte.

Mas até mesmo aos que em nada crêem não devemos violentar com nossa crença na imortalidade da alma, comunicação dos Espíritos, reencarnação e existência de Deus, entre outros aspectos básicos do Espiritismo.

Esclareçamo-los, sobretudo pela razão, sem deixar de tocar-lhes, amavelmente, o sentimento quando nos questionarem.

A Doutrina Espírita, como outrora a mensagem de Jesus, não veio para os sãos do espírito, e sim para os enfermos da alma, para os que buscam uma esperança, um consolo para as suas existências atribuladas.

Desse modo, é útil refletirmos nas seguintes palavras do Espírito Emmanuel (XAVIER, 1988, p. 190):

Convençamo-nos, porém, de que todo desequilíbrio do espírito pede, por remédio justo, a educação do espírito.

Veiculemos, assim, o livro nobre.

Estendamos a mensagem edificante.

Acendamos a luz dos nossos princípios nas colunas da imprensa.

Utilizemos a onda radiofônica, auxiliando o povo a pensar em termos de vida eterna.

Relatemos as nossas experiências pessoais, no caminho da fé, com o desassombro de quem se coloca acima dos preconceitos.

Amparemos a infância e a juventude para que não desfaleçam à míngua de assistência espiritual.

Instruamos a mediunidade.

Aperfeiçoemos nossos próprios conhecimentos, através da leitura construtiva e meditada.

Instituamos cursos de estudo do Evangelho de Jesus e da obra de Allan Kardec, em nossas organizações, preparando o futuro.

Ofereçamos pão ao estômago faminto e alfabeto ao raciocínio embotado.

Plantemos no culto da caridade o culto da escola.

E, sobretudo, considerando o materialismo como chaga oculta, não nos afastemos da terapia do exemplo, porque, em todos os climas da Humanidade, se a palavra esclarece, o exemplo arrasta sempre.

Cabe, pois, a nós, espíritas, observar o momento propício de auxiliar aqueles que não possuem uma fé a lhes consolar o coração e a lhes satisfazer o cérebro, mas que se encontram à procura dela. Também há os que têm sua crença, entretanto, continuam sentindo um vazio em seus corações. Os templos religiosos que frequentam lhes parecem frios; o deus que lhes dão a conhecer parece distante de nós, seus filhos; as misérias e desigualdades humanas não lhes são suficientemente explicadas. Para esses veio o Espiritismo ou Consolador prometido por Jesus.

É, pois, pela doçura, pela boa palavra, pela brandura de nossos atos que divulgaremos o Espiritismo, e não pela discussão estéril, pelo ataque sistemático às outras e às nossas instituições, e aos irmãos de ideal. E não pela violência.

É pelo estudo sistemático das que nos iluminaremos com o saber renovado por Jesus. Comecemos por O Livro dos Espíritos, continuemos com O Livro dos Médiuns, prossigamos com O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e concluamos com A Gênese.

Essas obras maravilhosas que compõem o chamado pentateuco kardequiano é que nos darão a base da Nova Revelação.

Prosseguindo no estudo, que se leia as informações da Revista Espírita, de Allan Kardec, e nelas reflita. Ensaio profundo para a publicação das obras posteriores da Codificação, ela nos traz ao conhecimento as primeiras experiências, relatos sobre fatos extraordinários e reflexões de Kardec, bem como de muitos outros ilustres pioneiros do Espiritismo no mundo.

Mas não fiquemos nisso, leiamos as boas obras, mediúnicas ou não, que analisam ou complementam o conteúdo das obras acima.

Em especial, recomendamos a chamada Série Nosso Lar, atualmente publicada pela Federação Espírita Brasileira sob o título genérico de A Vida no Mundo Espiritual, em treze volumes, ditada pelo Espírito André Luiz a Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. São tantos os médiuns, escritores e livros a serem lidos e meditados por nós que, se enumerados todos, transformaríamos este artigo em catálogo. O mais importante, porém, é que conheçamos bem, para melhor praticar a Doutrina, as obras da Codificação Kardequiana já referidas.

Allan Kardec nos lembra de que “fora da caridade não há salvação”.

E o Espírito Emmanuel nos faz refletir que, em Espiritismo, sua maior caridade é a divulgação mesma dos ensinamentos elevados dos emissários do Cristo, para serem vivenciados, e nossa exemplificação permanente no Bem. Assim, pelos nossos pensamentos e atos sempre coerentes com a Doutrina dos Espíritos, pelo estudo permanente das obras da Codificação Espírita, na vontade de vencer as próprias limitações, e pelo trabalho em prol de um mundo cada vez melhor, renovando o próprio mundo íntimo, estaremos promovendo a melhor divulgação do Espiritismo.



Reformador Nov/2005



BIBLIOGRAFIA:

CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas. 51. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 82. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2001.

______. O Evangelho segundo o Espiritismo.

117. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2001.

XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1988.